sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Como lideranças gays usam a Bíblia para justificarem a homossexualidade

A discussão entre pessoas que defendem as práticas homossexuais e os que abominam é sem dúvida a maior polêmica dos últimos tempos. De um lado os cristãos mais conservadores afirmam ser prática pecaminosa desde sempre, com base em versículos bíbicos. De outro, homossexuais, que encontram até igrejas específicas para congregar, afirmam que em nenhum momento a Bíblia condena tal prática e que Jesus não citou uma palavra a respeito.

Mas, se a Bíblia condena a homossexualidade expressamente em versículos como Levítico 18:22 "Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante", como pode haver apoio no mesmo livro para tal prática? Uma das opiniões deve estar errada.

Defendido em seu site, o Grupo Gay da Bahia afirma que não há, na Bíblia, nenhuma só vez as palavras homossexual, lésbica ou homossexualidade e que todas as bíblias que empregam estas expressões estão mal traduzidas, pois a palavra homossexual só foi criada em 1869.

Para explicar as abominações existentes no Levítico, a defesa é de que, segundo os Exegetas (estudiosos das escrituras sagradas), fazia parte da tradição de inúmeras religiões de localidades circunvizinhas à Israel, a prática de rituais homoeróticos, de modo que esta condenação visa fundamentalmente afastar a ameaça daqueles rituais idolátricos e não a homossexualidade em si. Prova disto é que estes versículos condenam apenas a homossexualidade masculina. Segundo o site a supervalorização que os cristãos conferem a este versículos trata-se de intolerância machista, e não um desígnio eterno de Deus.

A defesa ainda segue sugerindo que David e Jônatas tinham um relacionamento, conforme declaração do salmista: "Tua amizade me era mais maravilhosa do que o amor das mulheres. Tu me eras deliciosamente querido!" (II Samuel, 1:26). Defendendo não se tratar de um amor espiritual, ágape, o site afirma que só as coisas materiais são referidas com a expressão "delicioso", e que David, em sua juventude, foi adepto do "amor que não ousava dizer o nome".

Citando Eclesiastes o site afirma haver maior tolerância para o homoerotismo. "É melhor viverem dois homens juntos do que separados. Se os dois dormirem juntos na mesma cama se aquecerão melhor" (4:11).

Quanto a Sodoma e Gomorra o site afirma que não há evidência histórica ou arqueológica que confirme a real existência dessas cidades, tratando-se de um relato dos "Javistas" (escritores bíblicos do século X a.C.), que se apropriaram de relatos mitológicos de outros povos anteriores aos judeus, além disso a própria destruição da intenção homoerótica dos habitantes de Sodoma em relação aos três visitantes de Abraão (anjos ou homens?) apresenta dificuldades de interpretação, pois quando os habitantes de Sodoma declararam desejar conhecer os visitantes, maliciosamente se interpretou o verbo "conhecer" como sinônimo  de "ato sexual". Segundo os exegetas, das 943 vezes que aparece esta palavra no Antigo Testamento ("yadac" em hebraico), em apenas 10 ela tem significado heterossexual - nenhuma vez o sentido homossexual. A associação do pecado dos "sodomitas e gorromitas" com a homossexualidade é um grave erro histórico, que tem sua oficialização pela igreja católica apenas na Idade Média, a "idade das trevas".

Quanto as condenações de Paulo aos homossexuais o site afirma que autoridades exegetas protestantes e católicas - como Mcneill, Thevenot, Noth, Kosnik, e muitos outros -, ao examinarem, cuidadosamente, na língua original, os textos das Epístolas aos Romanos 1:2, I Coríntios 6:9, Colosences 3:5 e I Timóteo 1:10, concluíram que, até agora, os cristãos têm dado uma interpretação errada a estas passagens. Quando Paulo diz que certas categorias de pecadores não entrarão no Reino dos Céus - ao lado dos adúlteros, bêbados, ladrões etc... - muitas Bíblias incluem nesta lista os "efeminados" e "homossexuais". Logo de início, há uma condenação injusta, pois muitos efeminados (como muitas mulheres masculinizadas no comportamento) não são necessariamente homossexuais. Se Paulo de Tarso quisesse condenar especificamente os praticantes do homoerotismo, teria empregado o termo corrente em sua época e de seu perfeito conhecimento, "pederastas". Em vez desta palavra, Paulo usou as expressões gregas "malakoi", "arsenokoitai" e "pornoi" - que as melhores edições da Bíblia em português traduzem por "pervetores", "pervertidos" e "imorais". Portanto, foram estes pecadores que Paulo incluiu na lista dos afastados do Reino dos Céus, e não os "pederastas", e muito menos os "homossexuais", palavra desconhecida na Antigüidade. Segundo os historiadores, vivendo São Paulo numa época de grande licenciosidade sexual - tempo de Calígula, Nero e de Satiricon -, esperando o próximo retorno do Cristo e o fim do mundo, ele condenou, sim, os excessos e abusos sexuais dos povos vizinhos, mas nunca o amor inocente e recíproco, tal qual o de David e Jônatas.

Abominando a prática ou não, em meio a diversidade de interpretações, a Bíblia está escrita e não pode ser alterada. Todas as pessoas são livres para ter suas escolhas e opiniões, sejam elas contra ou a favor dos relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo. Deve-se ter em mente um valioso versículo bíblico: "Filhinhos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e tudo o que é amor é nascido de Deus e conhece a Deus" (I João, 4:4).

Com informações de GGB | Pátio Gospel Notícias
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