domingo, 9 de agosto de 2015

Livros relatam que os políticos são os que mais fazem feitiçaria

Classe política é a que mais encomenda os "trabalhos".
O sobrenatural sempre atraiu a classe política brasileira. O antropólogo Gilberto Freyre relata no seu livro "Ordem e Progresso" a existência de uma "interpenetração" da ordem religiosa com a classe política, "através de promessas a santos da igreja com objetivos políticos; e também através de feitiços, despachos, bruxedos visando os mesmos fins". O conteúdo é revelador e afirma que muitas tentativas de morte na verdade são atribuídas a "trabalhos".

No livro "Religiões do Rio", o escritor Paulo Barreto, conhecido como João do Rio, diz que havia uma intimidade entre "feiticeiros" com "as figuras mais salientes do País" no século XIX. Ele relata a existência de "partidos de feiticeiros africanos" que atuavam contra "feiticeiros brasileiros" e até presidentes da República eram alvos dos "trabalhos".

No livro "Candomblés da Bahia", o etnólogo Edison Carneiro conta o caso da mãe de santo Silvana, do terreiro Viva Deus, que foi contratada por políticos por 12 contos de réis para fazer um trabalho visando matar Ruy Barbosa.

"Silvana ter-se-ia dirigido ao seu orixá, explicando-lhe que, tendo empenhado a palavra não poderia recuar, ao que o 'encantado' respondera com anúncio de sua própria morte, em seguida à do conselheiro. Mulher de palavra, Silvana teria cumprido o prometido: 'matou Ruy Barbosa, mas viajou também", escreveu Carneiro.

Com informações de A Tarde | Pátio Gospel Notícias
Seja ético, cite sempre a fonte.
Comentários
0 Comentários
Nenhum comentário :
Postar um comentário


Rodas de Conversas
Copyright © 2009 - 2015 Patio Gospel Notícias
Design by FBTemplates - Traduzido Por: Templates