domingo, 9 de agosto de 2015

Transexual que encenou Cristo crucificado em parada gay é agredida

Transexual que encenou Cristo crucificado em parada gay é agredida
Um homem agrediu a transexual com golpes de faca e disse que ela foi inspirada pelo demônio.
A transexual Viviane Beleboni protagonizou na última Parada Gay de São Paulo uma cena que muitos evangélicos e até não cristãos criticaram, a simulação de um Cristo afeminado sendo crucificado. O ato, segundo vídeo postado por ela em seu Facebook gerou uma agressão por um religioso no sábado (8/8).Um homem a agrediu com golpes de faca e disse que ela foi inspirada pelo demônio para encenar a crucificação e que deveria pagar pelo que fez.


Segundo o relato, o indivíduo a reconheceu próximo à região onde ela mora. "Ele estava com uma faca, esses marginaizinhos, mendigo de rua, falou que eu não sou de Deus, que sou um demônio, e, o que eu fiz, eu teria que pagar", relata. "Se era isso que vocês inimigos queriam, conseguiram."

De acordo com Beleboni, ela conseguiu se desvencilhar. "Sorte que eu tenho 1,80 m, sou homem o suficiente e consegui apartar isso. Ele saiu correndo, mas olha o que aconteceu comigo. Toda ensanguentada, agora com cicatriz no meu corpo", conta.

Ela afirma que não registrará o caso em delegacia e generalizou, como se a ação representasse a vontade de todas as pessoas que não concordaram com a sua ação. "Não, eu não vou. Sabe o que eu vou ter que fazer? Ficar trancada dentro de casa. É isso que esses religiosos, esses fanáticos, querem."

Repercussão

Na época o ato gerou grande polêmica. O pastor Silas Malafaia criticou lendo o artigo 208 do Código Penal, “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso” é crime com pena prevista de “detenção, de um mês a um ano, ou multa”. “O ativismo gay pode tudo, sabe? Quando você fala do comportamento deles, é homofobia. Quando eles xingam, esculhambam, ridicularizam, é um ‘ato forte’ de liberdade de expressão”, ironizou o pastor.

O arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, emitiu nota sobre o episódio. "Entendo que quem sofre se sente como Jesus na cruz. Mas é preciso cuidar para não banalizar ou usar de maneira irreverente símbolos religiosos, em respeito à sensibilidade religiosa das pessoas. Se queremos respeito, devemos respeitar", disse.

Em sua defesa, Viviany deu entrevista a vários sites e programas de TV afirmando que tratava-se apenas de um protesto.


Com informações de Folha | Pátio Gospel Notícias
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