sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Pastor orienta mal e fiel da Igreja Universal quase morre

Homem tinha Aids, mas foi aconselhado pelo pastor a não se tratar.
Um homem portador do vírus da Aids será indenizado em R$ 300 mil após ter sido influenciado a interromper seu tratamento médico em nome da cura pela fé. O fiel frequentava a Igreja Universal do Reino de Deus e tomou a atitude por orientação do pastor.

A decisão foi da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Conforme os autos do processo, o homem teria sido motivado a se relacionar sexualmente com a mulher sem o uso de preservativos, adquirindo então o vírus da doença. Ele também teria sido obrigado a ceder bens materiais para a igreja, segundo informações do site do TJ-RS.

O colegiado chegou a esse valor da indenização após ser informado do estado crítico de saúde a que o homem chegou por deixar de tomar a medicação, em setembro de 2009. Poucos meses depois, com a queda da defesa imunológica, o soropositivo ficou em coma induzido por 40 dias devido a uma broncopneumonia.

O homem e ficou hospitalizado durante 77 dias. A vítima, que adquiriu o vírus em 2005, chegou a perder 50% do peso.

Para o relator do processo, o desembargador Eugênio Facchini Neto, os laudos médicos e o depoimento de uma psicóloga são provas de que o abandono do tratamento pelo paciente, assim como o próprio contato com o vírus, resultou das visitas aos cultos. Esses fatos, somados a outras provas como testemunhos e reportagens, convenceram o magistrado sobre a atuação decisiva da Igreja Universal no sentido de direcionar a escolha do rapaz.

"Assim, apesar de inexistir prova explícita acerca da orientação recebida pelo autor no sentido de abandonar sua medicação e confiar apenas na intervenção divina, tenho que o contexto probatório nos autos é suficiente para convencer da absoluta verossimilhança da versão do autor", avaliou Facchini Neto.

Atualização 8/9/2015

A Igreja Universal do Reino de Deus, em resposta à notícia publicada, esclarece que “recorrerá da decisão às instâncias superiores” e afirma que o fiel “já era portador do Vírus HIV quando foi acolhido pela Universal, em 2007, laudos e depoimentos presentes no processo atestam que, já naquela época, ele não se submetia aos tratamentos terapêuticos na forma indicada pelos médicos”.

A nota ainda observa que “ao defender preceitos religiosos e atos de fé no auxílio aos enfermos […] sempre destaca a importância da rigorosa observância dos tratamentos médicos prescritos”.


A Universal criticar a postura dos magistrados, chamando atenção para o fato de que “o próprio relator do recurso no tribunal reconhece que não há prova da suposta orientação recebida pelo autor, no sentido de abandonar sua medicação” e afirma que “é mentira que a Universal tenha praticado tal ato”.

Com informações de IG | Pátio Gospel Notícias
Seja ético, cite sempre a fonte.
Comentários
0 Comentários
Nenhum comentário :
Postar um comentário


Rodas de Conversas
Copyright © 2009 - 2015 Patio Gospel Notícias
Design by FBTemplates - Traduzido Por: Templates