quarta-feira, 29 de março de 2017

Líder espiritual oferecia "sêmen divino" aos fiéis

Diego Augusto Morais semen divino
Esperma era usado no ritual para um grupo especial de fiéis.
Há pelo menos três anos a organização religiosa Essenium, de Goiânia, promete “conhecimento da existência humana” por meio do sêmen. De acordo com a investigação, o jovem Diego Augusto Morais, conhecido como Mestre é suspeito de induzir crime de pirâmide financeira, lavagem de dinheiro, de abusar sexualmente de integrantes e da prática de sexo mediante fraudes.

Pais de jovens que frequentavam o local disseram que os filhos foram vítimas de abuso sexual e então procuraram a polícia. No entanto, como não configurou um crime em flagrante, o caso foi encaminhado para investigação. 

O delegado diz que, entre os relatos das testemunhas, o que mais intrigou a polícia são as denúncias da distribuição do “sêmen divino” do próprio líder espiritual. “Temos informação que mais de 100 pessoas participam da seita. Destas, o Diego selecionou cerca de 30, que participavam de uma divisão secreta, chamada de Kether. Eram na maioria jovens do sexo masculino, sendo que temos a confirmação da participação de apenas uma jovem. Essas pessoas recebiam o sêmen do líder em copinhos plásticos ou mesmo direto da fonte, por sexo oral. Mas ressalto que não eram todos os participantes da seita, apenas os integrantes do grupo seleto”, explicou o delegado.

Segundo a investigação, nas sessões que reuniam os integrantes do Kether também eram cometidos crimes de abusos sexuais e sexo mediante fraude. “As pessoas ouvidas que ainda participam da seita confirmam que eram realizadas noites inteiras de sexo grupal, mas defendem o líder e dizem que não eram obrigadas. Tudo era consensual. Além disso, ressaltam que todas estavam sob efeito de hipnose. No entanto, outras testemunhas confirmaram que o próprio líder incentivava a prática de sexo entre os participantes e que ele, inclusive, abusava sexualmente de alguns dos seguidores”, diz Pinheiro.


O delegado não acredita na hipótese de que os seguidores da seita sejam hipnotizados durante as sessões de sexo grupal. “Fizemos uma perícia em um dos locais onde funcionava uma sede e, especificamente no quarto secreto, onde o ritual era praticado, encontramos um líquido semelhante a sonífero. Ou seja, tudo indica que ele dopava os participantes e depois incentivava a prática de sexo entre eles. Isso configura a fraude. Ainda estamos no aguardo dos resultados das análises periciais”, ressaltou.

Com informações de Portal G1 | Pátio Gospel Notícias
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