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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Diário a Bordo: Morrer em missões ou viver em missões?

Por: Pastor Teófilo Karkle

"Passei pelo vale da sombra e da morte, e o Senhor estava comigo." 
Verão de 2008, mês de janeiro, capital do Chile, um dia em que jamais vou esquecer. Depois de 55 dias do falecimento do meu querido pai, aos 77 anos de vida, Presbítero Harry Karkle, eu vi a morte rondando ao lado de minha cama, e neste momento eu confesso que não estava preparado para morrer.

Nas três noites anteriores, antes de adoecer, eu comecei a sentir meu corpo febril, a medida que baixava a temperatura elevada do sol chileno com a chegada da noite, subia a temperatura do meu corpo em febre, a ponto de arder os meus ossos, pensando que era uma forte gripe, nada fiz para ir ao médico naquela hora. 

Eu estava sozinho com os meus três filhos pequenos, mas o que marcou muito a minha vida naquele momento, faz ressaltar na minha memória, foi o que fazia a minha filha Karen de 9 anos, para baixar minha febre, ela molhava uns paninhos e colocava na minha testa para refrescar e baixar a temperatura, ela quase nem dormia para poder me atender. Minhas duas filhas Katherin e Karen cantavam juntas um louvor em espanhol muito lindo, que diz assim:

”Levanto mis manos, aunque no tenga fuerzas, levanto mis manos, aunque tenga mil problemas. Cuando levantos mis manos comienzo a sentir, una uncion que me hace cantar, cuando levanto mis manos comienzo a sentir el fuego. Cuando levanto mi manos mis cargas se van, nuevas fuerzas Tu me das todo esto es posible, todo esto es posible, cuando levanto mis manos.”



Comecei a ter delírios da morte, ter sonhos, pesadelos e falava alto nos momentos que conseguia dormir. Quando a febre estava começando na terceira noite, pedi uma Coca-Cola pequena para tomar, pois minha boca estava seca da febre, e um prato de miojo, o qual não consegui comer nem a metade, nem beber aqueles 300 ml de refrigerante.

De repente a temperatura subiu tanto que não conseguia mais respirar, mas estava consciente, então comecei a ver a morte nesta hora a rondar minha vida, estava já convulsionando, eu estava morrendo, estava faltando ar, não podia mais respirar, a sensação era de sufocamento, foi horrível nesta hora.

Meus três filhos tratavam de abanar com umas pastas de documentos mas não era suficiente, eu ainda consegui pedir que trouxessem o ventilador de pé. Enquanto sem ar, puxava os últimos fôlegos diante do vento do ventilador, pois parecia que a cada segundo que passava estava mais e mais sem ar, parecia que estava me afogando. Meu filho mais velho, Karlys ligou urgente para um irmão da igreja que vivia a uns 12 km da igreja.

Pela providência de Deus, esse irmão, por nome Ricardo estava a caminho da igreja, em menos de 8 minutos ele chegou lá onde eu estava agonizando, até na manobra do veículo ele tocou levemente no portão com o carro.

Eu não conseguia respirar, nem segurar minha cabeça, não conseguia equilibrar ela, pois sentia nos meus dois ouvidos como se estivesse girando uma grande roda de vento, uma de cada lado. Neste momento, me enrolam num cobertor e me colocaram dentro do carro do irmão Ricardo, para levar-me ao hospital. Rapidamente chegamos, por sorte vivia perto de um hospital chamado Sotero del Río, talvez dois quilômetros.

Sentia que ia morrer dentro do carro, não daria tempo de me conectarem em um respirador artificial, mas o irmão Ricardo no meio do trajeto parou na casa de outro irmão que hoje é Pastor por nome Marcelo, para que orassem por mim. Eu ouvia entre lágrimas eles orando por mim e diziam frases assim: Senhor, por favor, não deixa nosso pastor morrer. Eles repreendiam o espírito da morte. Eu não tinha forças nem de orar, nem de dizer nada.

Já na porta da urgência, os atendentes disseram que deveria esperar, e os irmãos diziam: Ele é nosso Pastor e é brasileiro, ele não consegue ficar em pé. Neste minuto vomitei ali na recepção, algo amargo parecendo veneno que saiu de minha boca.

Deus na sua misericórdia fez que estivesse ali no hospital, um policial evangélico o qual o seu irmão era ministro de louvor na minha igreja. Se não fosse ele eu morreria nos braços dos dois irmãos com 43 graus de temperatura corporal, estava com uma febre muito alta.

Ele, o policial evangélico, usando sua farda cor verde abacate, entrou na sala de urgência e saiu com dois enfermeiros empurrando uma maca onde me colocaram deitado, e logo colocaram eu no oxigênio. De outro lado da cama colocaram aquele aparelho para ressuscitar, ainda bem que não foi preciso usar, graças ao bom Deus.

Em questão de cinco minutos veio um personagem e passou na minha testa um líquido cremoso, refrescante e cheiroso, era um padre me dando a extrema-unção. Até gostei daquilo, mas pensei, será que eles estão vendo eu tão mal assim? Então eu vou morrer?

As enfermeiras tiraram a minha roupa, suja de vômito e de urina, pois tinha urinado na calça, todo babado, e me deram um banho encima daquela maca, a água estava um pouco fria. Colocaram uma sonda para urinar, mas apenas queimava aquela mangueira e nada saia de urina. Quando eu pude dizer algumas palavras disse: Tem como aumentar esse oxigênio, não estou conseguindo respirar bem? Mudaram então e colocaram uma máscara maior, então me senti um pouco melhor daquela sensação asfixiante da falta de ar.

Quando olho para a cortina que me separava dos demais, dentro daquela urgência, vi o filho do irmão Ricardo o Cristian. Eu disse: - Vocês não irão para casa dormir? - "Não Pastor, já amanheceu o dia e eu vim aqui para te acompanhar na ambulância para o Hospital dos Infecciosos - Barros Luco." - "Os médicos não sabem o que você tem, você precisará fazer uma bateria de exames para que os médicos descubram que doença você tem, assim que darás um passeio de ambulância"

Não vi passar a noite, não dormi essa noite, não tinha como dormir. Dentro da ambulância que pensei que seria algo suave meu translado, nada disso, aquela ambulância chacoalhava toda, me deixando mais tonto do que estava, parecia mais uma carroça. Foram eternos 15 minutos e que não chegava nunca ao novo hospital onde seria internado.

Me colocaram num quarto da UTI, começaram os exames, pois ninguém sabia o que eu tinha. Na primeira noite, neste quarto da UTI, talvez no meio da noite morreu o senhor que estava na cama ao lado da minha. E eu dizia: o próximo agora será eu? Minha cama tinha cerquinha e eu ficava com uma das mãos segurando nela, e o meu pé eu apertava também na cerquinha no pé da cama, pois perdi os reflexo e não sentia meu corpo na cama, a sensação era horrível, parece que o corpo ia sair do lugar.

Fizeram três exames nos meus pulmões, me injetam um gás pela boca, a fim de que eu tossisse para pegar alguma substância na minha garganta. Fizeram eco tomografia. Trouxeram especialista de enfermidades tropicais. Então perguntaram ao irmão Cristian se ele era meu parceiro sexual. O irmão Cristian ficou muito bravo com essa pergunta: Vocês estão loucos, ele é o meu pastor.

Na terceira noite sem dormir, eu pedia algo que me dessem para dormir, mas me negaram, por que diziam: se nós dermos algo para você dormir você vai esquecer de respirar e aí sim você morrerá.

Lembro-me das dificuldades de fazer minhas necessidades fisiológicas na cama e eles vinham e me davam banho deitado, apenas passando paninhos úmidos.

Logo a igreja inteira já sabia que seu pastor estava entre a vida e a morte. Começaram as visitas, os irmãos entravam com avental, máscara na boca, lavavam as mãos numa pia dentro do quarto para poder falar comigo. Eu não tinha condições de falar, algumas visitas foram boas, rápidas, eles oravam por mim e saiam chorando.

Já na porta olhavam para mim e me davam um adeus, eu pensava o médico deve ter dito que vou morrer, pois estão vindo todos se despedirem. Hoje eu sei da importância de uma visita, ela tem que ser rápida, e nem precisa perguntar nada. A oração tem que ser inteligente, não muito forte. Nem precisa tocar o corpo, apenas orar pelo enfermo.

Passei 18 dias na UTI, perdi 18 quilos, a primeira vez que olhei num espelho, me senti tão feio, magro, barbudo, só o nariz ficou igual. Sei lá, ninguém me fez a barba, parecia não ser eu.

Veio o Fisioterapeuta, e me disse, venho ensinar você a caminhar: Eu brinquei com ele: Isso, eu já sei, respondi. Não, você tem um vírus muito forte, que não sabemos o que é, mas sua musculatura está totalmente travada. De fato, ele me colocou em pé e disse você vai levantar o pé direito 10 vezes e depois o esquerdo. Que sacrifício foi aquele exercício, eu não tinha forças, isso por que era apenas para levantar o pé.

Um dia antes de sair da UTI, me deram um burrinho para que eu caminhasse levando aquele apoio na minha frente e puxando um galão de oxigênio em outro carrinho com quatro rodas que se movia com facilidade. O primeiro banho que tomei sozinho, fiquei o tempo todo agarrado na torneira para não cair, não sentia meu pé no chão, como que o chão daquele banheiro era abaloado, redondo, era muito estranho. Sentia apenas o garrão do pé no chão, e a ponta do pé não sentia nada.

Comecei depois que sai da UTI, dizer para Deus, que se Ele me tirasse daquele sofrimento, daquela angustia, que me desse vida novamente, eu queria orar pelos enfermos, mas eu queria ver a enfermidade dentro dos corpos das pessoas.

Quando uma bela tarde entrava uma brisa pela janela, de um pequeno quarto, onde eu estava sozinho, eu ali limpando o prato com um pedaço de pão, a comida era um purê, encontrei que a comida era muito pouca, por isso juntava o restinho da comida do prato, quando ouvi na minha alma a voz do meu Deus, dizendo: "Teófilo, nós precisamos tomar um café junto!" Nossa! Isso foi maravilhoso e surpreendente saber que Deus estava ali ao meu lado, enquanto eu juntava o restinho daquela comida sem sabor.

Entendi a voz de Deus no meu coração, que dizia: "Eu não vou mostrar as enfermidades físicas como me pedes, mas vou mostrar as enfermidades das almas, que milhões sofrem em todo mundo, até mesmo dentro das igrejas. Dores do luto, do divórcio, da desilusão, das perdas materiais e amorosas."

Pedi que me trouxessem um caderno, eu precisava e queria escrever, era urgente o que sentia naquela hora, ali começou a nascer meu livro VIVER DE MISSÕES. No meio da saudade, no meio da fraqueza, no meio da solidão, no meio da separação de um casamento falido, no meio de tantas mentiras e no meio de uma grande dor. Sem dinheiro, sem poder ver meus filhos, porque eles não podiam entrar, eram crianças. Sem saber nada de minha casa, sem poder me comunicar com minha mãe no Brasil, recentemente viúva.

Nesta altura, mais chorava do que escrevia. O título do livro poderia ser: "MORRER EM MISSÕES ", mas o Espírito Santo me dizia assim: "eu fiz você VIVER DE MISSÕES todos os dias, você vai sair daqui professor de Adversidade, para poder consolar a outros que passarem por uma situação assim, como a sua."

Muitas coisas aconteceram comigo ali, minhas costas se encheram de bolinhas, pontinhos, como uma brotoeja bem agressiva, por estar tanto tempo deitado. Tinha que passar um creme, um corticóide, mas não tinha ninguém que me ajudasse neste momento. Então tive a ideia de preparar uma faixa e colocar no meio da faixa aquele remédio e com isso conseguia passar nas minhas costas, como uma pessoa que se seca com uma toalha ao sair da ducha do banho. 

Minha boca se encheu de feridas e aftas, eu não sentia o sabor nem o cheiro da comida, apenas comia aquelas pequenas porções religiosamente as 17:30 horas, horário da minha janta. Teve uma noite que mediram a urina acumulada, e se juntou-se 7 litros e 100 ml, creio que neste momento saiu por ali toda a infecção que estava em meu corpo.

Fiquei muito conhecido e famoso naquele quartinho (risos), só eu estava naquele quarto, noite vinha e dia raiava. O zelador queria aprender a falar o português. Outro padre me trazia revistas usadas para ler duas vezes por semana, eu podia escolher que tipo de revista eu queria.

Algumas enfermeiras vinham junto e diziam você é nosso paciente "Regalón" me tratavam com muito carinho, mais deixaram minha barriga preta de tantas injeções, os braços também, até, faltou lugar para aplicar mais uma agulha.

Sai daquele hospital dia 12 de fevereiro, antes do tempo, sentado numa cadeira de rodas, levado por um taxista conhecido, um irmão em Cristo de outra igreja. Ele me contou depois que levou meu sangue num laboratório mais sofisticado para ser examinado. Ele dizia rindo: ”Andei com o teu sangue dentro do meu táxi para lá e para cá, Teófilo."

Só no segundo retorno que me contaram o milagre, eu estava ainda muito debilitado e magro, foram diminuindo cada dia menos um comprimido dos corticóides. A doutora que fazia meus retornos disse: "Muchacho, quase que você nos deixou."

Então perguntei para ela, por que doutora? Indaguei: Você estava com o Vírus da Leptospirosis, e ele é mortal, com sorte não atingiu teu fígado, senão você não estaria aqui.

Esse vírus, eu contraí na época do falecimento do meu pai em Urubici - SC. Como ele era agricultor rural e plantava milho, tive que processar 80 sacas do milho que ele tinha num paiol na casa dele, para ajudar nos gastos do seu funeral. O milho ainda era do inverno, já estava a seis meses estocado, com muito pó e cheio de ratos grandes e filhotinhos.

Esse vírus é mortal, os médicos me falaram que eu fui atingido nos pulmões, na musculatura e nos rins, estiveram a ponto de fazer hemodiálise. Mas nas 36 visitas que recebi, cada uma delas oraram por mim, e de repente todos os exames começaram a baixar os índices negativos que estavam alto, como a creatinina, foram diminuindo ponto a ponto, número a número, décimo por décimo, para a Glória de Deus.

Hoje, depois de 8 anos, escrevo pela primeira vez esta história vivida no Chile, enquanto eu era Missionário naquelas terras, eu presencie a morte na minha frente, mas ela não teve poder sobre mim, pois Deus reescreveu minha nova história de vida e me deu uma segunda chance.

Naquela fria UTI, Deus quebrou o vaso, e tornou a construir, morreu em mim muitas coisas, a vaidade de ser um Pastor na capital chilena. Vi o quanto eu não era nada! Meus pecados foram apagados em meio a dor, a saudade e a incerteza se escaparia da morte.

Assim que todos aqueles que me conheciam, principalmente parentes até 2008, dos quais nunca se importaram nenhuma vez com a minha Missão, mas sim jogaram pedras zombando da minha queda. Para que todos saibam que aquele Teófilo no verão de janeiro de 2008 morreu no Chile. Hoje sou um novo homem, mais servo, mais humilde e mais amigo de Deus.

Deus me devolveu o Ministério, aquele cheio de erros morreu comigo, hoje prego melhor, hoje sou um novo homem forjado por Deus para novos combates, hoje Deus tem usado de uma maneira sobrenatural para ajudar aos cativos, hoje sou mais quebrantado em tudo que faço. 

Hoje choro mais, me comovo mais em qualquer história e para a minha alegria Deus tem aberto as portas em todo o Brasil para ensinar com o VIVER DE MISSÕES, e contar também como ele me tirou do laço da morte, para poder hoje laçar com cordas de amor aquilo que mais sei e amo fazer, MISSÕES.

De volta definitiva ao Brasil em junho de 2008 e para concluir, a primeira igreja que visitei em Santa Catarina, ouvi uma música do Nani Azevedo que dizia assim: "Eu não morrerei enquanto o Senhor não cumprir em mim, todos os sonhos que ele mesmo sonhou para mim. Eu quero viver em santidade e adoração, pois é só dele, somente dele o meu coração"

Meu tributo ao Senhor:  "Se o Senhor não estivesse do nosso lado; que Israel o repita: Se o Senhor não estivesse do nosso lado quando os inimigos nos atacaram, eles já nos teriam engolido vivos, quando se enfureceram contra nós; as águas nos teriam arrastado e as torrentes nos teriam afogado; sim, as águas violentas nos teriam afogado! Bendito seja o Senhor, que não nos entregou para sermos dilacerados pelos dentes deles. Como um pássaro escapamos da armadilha do caçador; a armadilha foi quebrada, e nós escapamos. O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez os céus e a terra.” Salmos: 124

O pastor Teófilo Karkle é Missionário, Escritor, Jornalista e Guia de Turismo e escreve para o Pátio Gospel contando sobre sua experiência com missões no Chile. 

Seja ético, cite sempre a fonte.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Diário a bordo: Despertando o missionário que há em você

Por: Pastor Teófilo Karkle
Viver de Missões fará uma contribuição as suas habilidades, estratégias e metas.
Viver de Missões é um livro que despertará o Missionário que está dentro de você, pois as 1001 Dicas de Missões que encontrará nele, serão motivacionais e tenho a certeza que ocupará em suas pregações em Missão ou em suas visitas nas igrejas parceiras e amigas.

Então, se você é Missionário iniciante ou veterano, que vive as ênfases das Missões ou esteja meio descontraído do seu chamado, vivendo um lasso (com dois esses), ou seja, abalado, exausto e bambo, Viver de Missões é o livro que estava faltando na sua cabeceira na sua biblioteca e no seu coração.

E para não deixar a bola cair na Vida do Missionário, Viver de Missões fará uma contribuição as suas habilidades, estratégias e metas. A mim, Deus me deu talento de transformar em ouro as Dicas que escrevi.

É muito melhor ler um livro físico como o Viver de Missões do que pelos meios eletrônicos. Às vezes fica difícil escolher um livro bom dentro de uma livraria grande, pois são muitas obras expostas, mas o Viver de Missões é um livro único no seu estilo, ele é inédito e notável.

Meu propósito é através deste artigo fazer a apresentação e levar você direto à fonte onde poderá obter seu exemplar: www.viverdemissoes.com.br.

A internet é a minha melhor amiga para divulgar em abundância meus escritos, mas em questão de ler, prefiro os livros físicos. Ainda que esteja escrevendo, paralelo a isso sempre estou lendo um bom livro. Recomendo o Viver de Missões.

O pastor Teófilo Karkle é Missionário, Escritor, Jornalista e Guia de Turismo e escreve para o Pátio Gospel contando sobre sua experiência com missões no Chile. 

Seja ético, cite sempre a fonte.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Diário a bordo: Patriotismo em excesso, uma nova forma de idolatria

Por: Pastor Teófilo Karkle
O patriotismo exagerado no Chile, começa no uso das bandeiras, dos vinhos, dos assados nas grelhas, e das “empanadas”.
Mês de setembro no Chile é conhecido como o mês de três assuntos relevantes, é o mês do Mar, o mês da Bíblia e o mês da Pátria. O dia 7 de setembro o dia da independência do Brasil é apenas comemorado com momentos cívicos e desfiles nas ruas. Já no Chile é dois dias inteiros de feriado e podem chegar até cinco se no dia da independência do Chile, dia 18 de setembro, cair numa terça-feira, neste caso eles começam as celebrações na sexta-feira e se prolonga até a terça-feira.

Já vejo pouco ênfases nas celebrações do mês da Bíblia, talvez por que seja um mês completo, o povo relaxa e descuida, mas no Brasil como é celebrado apenas o segundo domingo de dezembro, fica mais importante e ninguém esquece deste dia, isso faz com que seja mais acentuado, notório e destacado.

A independência do Chile, onde ficaram livres da Espanha em 1822, o patriotismo exagerado no Chile, começa no uso das bandeiras, dos vinhos, dos assados nas grelhas, e das “empanadas” recheada de carne moída e cebola, sendo que estes dois produtos sobem os seus preços lá nas nuvens, a carne e a cebola.

Os chilenos têm muito Etnocentrismo, mas o que vem a ser esta palavra grega? É uma junção de duas palavras “ethnos” que significa “nação” e a palavra “centrismo” significa “centro”, ou seja, um espírito de etnocentrismo, onde exaltam a cultura desmedidamente.

Chile exibe orgulhosamente a lei da bandeira, número 20.537 de 3 de outubro de 2011, onde é obrigatório o uso da bandeira por todos os moradores. Três dias as bandeiras são hasteadas massivamente: No dia 21 de maio, quando é o feriado das glórias navais, também no dia 18 de setembro dia da independência do Chile e no dia 19 das glórias do exército. Se não usar a bandeira é multado. Por motivos de lei, junto com o excesso de patriotismo o mês de setembro inicia-se com milhares de bandeiras flameando em cada casa, em cada veículo. Em cada semáforo tem um vendedor ambulante oferecendo bandeiras e bandeirolas.

Espiritualmente falando Chile precisa uma nova independência, não das nações colonizadoras, mas dos pecados avassaladores que foram enxertados, licenciados e permitidos na sociedade pós-moderna, degradante. No Chile ainda é permitido as máquinas caças níqueis e isso virou uma enfermidade chamada Ludopatia que tem feito principalmente mulheres com mais de 50 anos, jogar mais e mais, provocando graves consequências econômicas, psicológicas e familiares, ficam tanto tempo em frente das máquinas que se esquecem que tem filhos pequenos para mandar ao colégio, esquecem de fazer almoço e de que tem marido para cuidar.

O Brasil também precisa de uma nova independência, e não ser controlado por carrascos “colonizadores” como o cigarro, a corrupção, a pornografia e toda sorte de orgia, idolatria e abominações. João 8.36 “Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres.”

O pastor Teófilo Karkle é Missionário, Escritor, Jornalista e Guia de Turismo e escreve para o Pátio Gospel contando sobre sua experiência com missões no Chile. 

Seja ético, cite sempre a fonte.

domingo, 16 de agosto de 2015

Diário a bordo: 33 milagres vivos debaixo da terra

Por: Pastor Teófilo Karkle

33 milagres vivos debaixo da terra
Os homens, em questão de resgate, fazem o melhor, o mais rápido e o mais humano dos seus atos.
A história que passo a contar aqui no Pátio Gospel, no Diário a Bordo de hoje, é muito fantástica, e me sinto a vontade para narrar, pois acompanhei passo a passo o desenrolar dela, e faço do Pátio Gospel como uma "Praça de Alimentação" e que todos neste momento já almoçaram, e não há nenhum barulho de talheres batendo nos pratos, mas um silêncio total para ouvir o que vou descrever.

Silêncio! Como a maioria dos que frequentam este Pátio já sabem que aqui no Pátio Gospel apenas contamos histórias verdadeiras. As histórias que menciono foram produzidas no Chile, país de minha Missão, portanto, são reais e verdadeiras e que merecem a atenção, o aplauso e a retirada do chapéu de vossas cabeças.

33 Milagres Vivos Debaixo da Terra é, a minha maneira de contar, o Episódio que virou Filme no Chile, intitulado de "Los 33" onde o diretor chileno, transformou o resgate histórico dos 33 mineiros que ficaram sepultados 69 dias dentro de uma mina de cobre a 700 metros de profundidade. Descrever é fácil, mas imaginar eu ou você naquela prisão de trevas intensa, calor insuportável, os 69 dias sem ver o sol, e sem esperança de que voltariam a ver o dia é algo assim indescritível, que sinto calafrios só de imaginar.

Sempre destaquei o valor da vida em resgates de acidente de trânsito ou qualquer outro tipo de catástrofe, mas nunca tinha escrito sobre isso em meus artigos. Seja por constituição das leis, seja pelos direito à vida ou por convenções e tratados internacionais, mas os homens, em questão de resgate, fazem o melhor, o mais rápido e o mais humano dos seus atos. O trânsito chega a parar para que a ambulância passe com a vida, e se não for pelo trânsito, nada atrapalhará os helicópteros, que por cima de todos e de tudo cruzam os céus levando o ser humano quase a bordo do colapso.

Para salvar os 33 mineiros sepultados vivos a ciência e a tecnologia deram um show, elas conseguiram pelo mapa da mina perfurar as rochas duríssimas no diâmetro suficiente para passar garrafas com água, medicamentos, lanternas, colchões infláveis, cabo de telefone, envelopes de cartas e etc. Até que outro buraco de 70 cm de diâmetro fosse construído por máquinas modernas e ultrapoderosas que chegaram da Alemanha para esse feito. Por este túnel profundo desceria uma gaiola metálica onde seriam resgatados um a um os 33 mineiros daquele abismo infernal.

Todas as faculdades, todos os experientes em resgate, todos os governos, jamais haviam escrito matérias, teses, manuais que ensinassem a ciência de fazer milagres desta grandiosidade debaixo da terra. Várias minas no mundo todo passaram por desmoronamento, mas para elas os resgates foram feitos pelos mesmos caminhos habituais de acesso a mina, jamais na história alguém havia sido salvo assim, puxado por uma gaiola pelo furo de uma rocha de 700 metros de profundidade. Muitas técnicas foram desenvolvidas na hora, no decorrer das ações, como por exemplo, retirar os mineiros com seus olhos vendados para não ver o sol na superfície, pois havia estado há 69 dias na mais intensa escuridão.

Esse mesmo filme, em novembro de 2015 vai ser lançado à versão feita pelos americanos em Hollywood, "The33" que deverá ser também sucesso do ano de 2015 nos cinemas americanos. Só não existe um lugar onde o homem poderá ser resgatado em vida, nem usando as melhores ambulâncias terrestres ou aéreas, onde nem mesmo a NASA e nenhuma tecnologia poderá salvar a vida humana, esse lugar se chama o inferno.

Só existe um método poderoso e eficaz para se escapar de lá, é aceitar e reconhecer a obra que Jesus fez com a sua morte. Jesus desceu em uma mina muito mais profunda, escura e escabrosa, para resgatar a alma de milhões de pessoas que estavam presas por lá, e com elas inauguraram a nova sala chamada paraíso.

Os brasileiros mais viajados exibem com orgulho os seus passaportes e vistos americanos para morarem nos Estados Unidos da América, enquanto outros aproveitam um acordo do MERCOSUL para viajar pela America Latina apenas com o RG, só que para um dia poder viajar ao céu, o único que vale é o passaporte e não o RG. Assim que, se ainda não tens, apressa-te em tirar o teu passaporte, antes desta Viagem mais importante da sua vida.

No momento os passaportes são gratuitos, eles se encontram no consulado do Reino Unido, chamado o Evangelho de Jesus Cristo, localizados na Igreja por ele Fundada. Você já tem o seu? Não demore em retirar o seu, pois se ficares preso como os 33 mineiros do Chile, deste tipo de situação ninguém poderá resgatar-te e esta poderia ser tua eternidade, preso na escuridão, sem jamais ver o Sol da Justiça chamado Cristo. Nenhuma teologia, nem mesmo a do purgatório, pode até hoje tirar as almas deste abismo. Só o passaporte carimbado com o Sangue de Jesus, em Jerusalém, naquele horrível monte de execução de criminosos. Morreu ali e assim entre criminosos, sendo ele inocente de tudo o que inventaram ao seu respeito.

O resgate acontece em vida, é bem simples, mas muito eficiente, basta apenas reconhecer que Jesus, sendo o Filho de Deus, morreu crucificado, derramando totalmente seu sangue na Cruz para inaugurar com ele o passaporte que dá direito a entrar no Céu. O passaporte se chama Salvação e o valor que falei que é gratuito, foi pago com o sangue de Jesus. Aceite Ele hoje, seja precavido e inteligente, eu já fiz isso, e você?

O pastor Teófilo Karkle é Missionário, Escritor, Jornalista e Guia de Turismo e escreve para o Pátio Gospel contando sobre sua experiência com missões no Chile. 

Seja ético, cite sempre a fonte.

sábado, 1 de agosto de 2015

Diário a bordo: Idolatria aos mortos transforma praças em cemitérios

Por: Pastor Teófilo Karkle

Capela em plena praça pública mostra o nome de cinco mortos do incêndio de presídio.
Sempre tive o desejo de escrever este tema sobre a Idolatria pelos mortos que vem acontecendo no Chile. No início de minha Missão no Chile, eu podia ver apenas nas Ruas e nas Rodovias onde aconteciam acidentes de veículos. Onde morriam pessoas eram levantadas cruzes e pequenas casinhas marcando o lugar do acidente, estas casinhas no Chile são chamadas de grutas, no Brasil de capelas e cruzes da estrada, eternizando as perdas.

Colocar cruz na estrada e pequenas capelas, hoje virou uma forma de idolatria. No Chile, país da minha missão virou uma pandemia, estas Capelas tem tomado conta das praças e das casas principalmente de pessoas jovens que morrem assassinadas, jovens que viviam numa vida na delinquência, nas drogas e nas quadrilhas desordeiras em torno dos bairros pobres. Tem lugares que ocupam a frente completa da casa, onde pintam as paredes de acordo com o time de futebol a qual pertencia o finado. Criam grades de ferro, plantam flores, acendem lâmpadas a noite toda para que fique iluminada. Colocam bancos para familiares sentarem e falarem com seus mortos e ainda imprime em PVC uma imagem enorme do familiar e ali choram de saudade.

Houve dia 8 de dezembro de 2010 um incêndio no Presídio de San Miguel - Chile, onde morreram 81 prisioneiros carbonizados, sem falar quem teve a culpa, o que mais me chama a atenção é que os familiares e amigos criaram uma ONG, com CNPJ, chamada de: "Los 81 razones" (As 81 Razões) para eternizar a memória destes falecidos. Esta agrupação seguirá existindo e durará o resto da história do Chile e todos os anos os familiares farão manifestações e protestos contra o governo. Existem lugares que viraram espaço de guerra entre grupos rivais e a polícia em cada data que completa aniversário para ali se dirigem a fim de lembrar a morte, mas também para medir força com a polícia, disparando tiros ou criando vandalismo, isso é muito comum ver acontecer no Chile.

Nossa imagem deste Diário a Bordo, mostra uma capela em plena praça pública mostrando o nome de cinco mortos do incêndio de Presídio de San Miguel, todos os cinco que aparecem seus nomes nesta foto eram do mesmo bairro. Esta foto eu tirei no município de "La Pintana" o município mais perigoso de todos os 33 municípios da Região Metropolitana de Santiago do Chile. Estivemos eu e o meu amigo Alexandre Peixer neste município por cinco dias deste rigoroso inverno de 2015.

Na Bíblia encontramos uma mãe que transformou a morte de seus sete filhos numa idolatria de seis meses, onde ela não sepultou os corpos dos seus filhos, mas ela deixou na intempérie os cadáveres e por ali ficou cuidando dos corpos para que os corvos não viessem comer as carnes putrefatas ou algum animal carnívoro. Isso não é amor, mas uma loucura, visto que o amor correto é também sepultar os mortos por mais que os amem.

No Chile a questão do Luto é muito forte, praticamente interminável e não deixa de ser uma forma de Idolatria, as pessoas se vestem de preto em sinal de dor por pelo menos 10 anos, e visitam o cemitério a cada ano para levar flores e ficar ali falando sozinha com o morto e fazendo perguntas: "Por que partiste? Por que nos deixaste?" Vi recente uma foto de uma família conhecida que levaram um pequeno sofá para que a viúva ficasse ali o dia inteiro acompanhando o seu ex-marido falecido há sete anos. Sendo eles crentes em Jesus, lhes faltou ensinamento da Palavra de Deus, pois é inadmissível que façam isso, visto que eles conhecem o destino do finado ali sepultado, se morreu em Cristo. Fazer isso é viver um martírio, uma Lembrança de Cinza de algum morto que possivelmente tenha ali apenas alguns ossos, pois seu corpo se deteriorou com o passar dos meses.

2 Samuel 21.10 "Então Rispa, filha de Aiá, pegou um pano de saco e o estendeu para si sobre uma rocha. Desde o início da colheita até cair chuva do céu sobre os corpos, ela não deixou que as aves de rapina os tocassem de dia, nem os animais selvagens à noite".

Chile precisa tirar a cinza do coração como diz Isaias 61, por isso meu Ministério entre os chilenos se chama Centro de Alegria, meu campo de atuação é muito amplo, pois tenho milhares de corações feridos, enlutados para tirar as cinzas, e as idolatrias, antes que as pessoas venham ser consumidas pela depressão sentindo falta de um ser antes querido.

A Bíblia me ordena a fazer três grandes trocas de emoções: Tirar a cinza do coração e colocar uma bela coroa. As cinzas falam das lembranças do passado, algo que existiu no passado, mas que virou em cinzas.  Trocar o pranto por óleo de Alegria, este óleo de alegria é o Espirito Santo e por último trocar o espírito deprimido por um manto de louvor. Aproveito para perguntar a você, estás cantando todos os dias ou acumulando cinza em teu coração como os chilenos?

Isaías 61.3 "Dar a todos os que choram em Sião uma bela Coroa em vez de cinzas, o óleo da alegria em vez de pranto, e um manto de louvor em vez de espírito deprimido. Eles serão chamados carvalhos de justiça, plantio do Senhor, para manifestação da sua glória".

O pastor Teófilo Karkle é Missionário, Escritor, Jornalista e Guia de Turismo e escreve para o Pátio Gospel contando sobre sua experiência com missões no Chile. 


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domingo, 26 de julho de 2015

Diário a bordo: Um Projeto Missionário bem no meio do Chile

Por: Pastor Teófilo Karkle
Nada melhor para quem quer estabelecer um modelo missionário, começar pelo meio e se espalhar para os extremos.
Estamos apoiando e animando um Projeto Missionário bem no meio das 15 Regiões do Chile. Liderados pelo Pr. Christian Riquelme, estamos falando da Oitava Região chamada de Bio-Bio, onde existem 54 municípios distribuídos em 4 Províncias. O Projeto consiste em colocar uma igreja em cada uma das 54 cidades. Os primeiros 15 pastores estarão preparados até no ano de 2017. Eles estão fazendo Cursos de Teologia no "Templo Manantial" igreja presidida pelo Pastor Christian Riquelme.

Logo estarão prontos os regimentos internos deste Projeto Missionário: "La Misión de mi Región" (A Missão da minha Região), pois existe uma possibilidade de que 50% dos Missionários sejam brasileiros. Inicialmente, os candidatos em perspectiva, teriam 90 dias para ficar no Chile, conforme o período que permite a lei, logo após este período, se houver adaptação adequada, a Missão transmitiria os Visto Temporário.

Segundo o diretor do projeto, Pr. Christian, os candidatos serão bem avaliados, deverão vir ao Chile com curso de idiomas, falando Espanhol, ser casado e sustentado pelas igrejas de origem e mesmo que fiquem 90 dias, com respaldo financeiro para poder regressar se assim precisar.

Como o Pr. Christian conhece o Sul do Brasil, os Cursos preparatórios são utilizados do Instituto ITK de Criciúma (SC). Tenho participado da tradução dos módulos e também da ministração do curso de Geografia neste mês de julho. A ideia é transformar o "Projeto Missionário" em modelo para as demais 14 regiões do Chile, já que em questão de missões é muito pouco divulgado aqui no Chile, ou seja, temos todo o território do Chile para explorar e implantar a visão missionaria.

A Igreja "Asamblea de Dios Manantial" tem uma administração Financeira idêntica a da Assembleia de Deus no Brasil, onde todas as contribuições de ofertas e dízimos são destinadas a uma tesouraria, não como o resto do Chile, que a totalidade dos dízimos é do pastor, ademais de uma oferta em cada culto que é do pastor também. Uma grande quantidade de igrejas do Chile fazem 3 ofertas por culto, uma para o pastor, uma para a obra e a terceira depende da ocasião, mas pode ser para a construção. Os pastores são donos dos templos, e fica a vida toda neles, sem mudança e quando falece o pastor a sucessão segue com a viúva e com os filhos, que nem sempre tem a chamada ou a capacidade de administrar.

Como os Dízimos são todos do pastor, aquele que tiver uma igreja de porte grande ganha muito e outros ganham pouco. Por isso, em algumas igrejas, é visível à precariedade, os templos são construídos aos poucos, faltando comodidade, estética, e iluminação.

Pela região do Bio-Bio, bem no município litorâneo chamado de Coronel, cruza a linha que divide o meio do Chile. Estive ali com o Pr. Christian Riquelme para fazer a foto desta postagem e também o vídeo onde fizemos um chamado a criar parcerias. No vídeo e na foto estamos no Monumento onde está o meio do Chile, como podemos ver no vídeo.


O lugar é um lindo Balneário chamado "Playa Blanca", no Oceano Pacífico. Ou seja, o Chile tem 4.329 km de comprimento, e neste ponto teríamos 2.164 km ao Norte e 2.164 ao Sul. Nada melhor para quem quer estabelecer um modelo missionário, começar pelo meio e se espalhar para os extremos.

O Templo Manantial está adquirindo o primeiro terreno em "Cabrero", pois é estrategicamente o meio da região do Bio-Bio. A sede do Projeto está em San Pedro de la Paz, um município com 140 mil habitantes, vizinho à grande cidade de Concepção.

Maquete do Templo Manantial.
Convidamos pastores, empresários, irmãos de maneira geral, a orar pelo projeto: "A Missão da Minha Região", e semear aqui sementes para que a Obra de Deus tenha condições de crescer e ser sustentável. Você que é aluno de missiologia, que gostaria de fazer parte deste grande projeto entre em contato comigo, que faremos chegar ao diretor do projeto suas mensagens, quem sabe não está chegando a hora de você começar a fazer missões juntamente com a gente? Como falou Mordecai para Ester quando todos os judeus estavam ameaçados de morte por causa do plano maligno tramado por Hamã, inimigo de Mordecai e de todos os judeus: "Pois, se de todo te calares agora, de outra parte se levantarão socorro e livramento para os Judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis, e quem sabe se não foi para tal tempo como este que chegaste ao reino?" Ester 4.14.

Concluo dizendo uma palavra nova, que aprendi em Espanhol, há 24 anos que falo este idioma. O Pr. Christian disse que os Obreiros que estão sendo preparados em San Pedro de la Paz, são como plantas selecionadas de um "almácigos", esta palavra em espanhol significa plantas de um viveiro que serão transplantadas no seu lugar definitivo. Em português, entendemos como "mudas" de árvores frutíferas que crescem unidas, perto umas das outras e que recebem um trato especial debaixo de alguma cobertura feita de lona transparente. Estas mudas saem certificadas, híbridas e garantidas que darão frutos. Assim são os obreiros do Templo Manantial, aqui do meio do Chile.

Peça amizade ao Pastor Christian Riquelme.
Peça amizade ao Templo Manantial 

O pastor Teófilo Karkle é Missionário, Pastor, Escritor, Jornalista e Guia de Turismo e escreve para o Pátio Gospel contando sobre sua experiência com missões no Chile. 

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terça-feira, 21 de julho de 2015

Diário a bordo: Igreja Porta do Céu, um exemplo de união e força em meio ao terremoto

Por: Pastor Teófilo Karkle

A igreja chilena tem esta virtude, eles se levantam do meio do caos.
Hoje, dia 21 de Julho, acabei de chegar do Sul do Chile. Estive pregando uma semana em uma cidade chamada San Pedro de la Paz, a 530 km de Santiago do Chile, a capital do país. Nesta localidade conheci o Pr. Roberto Ferreira, pastor chileno o qual nos contou a seguinte história que abalou muito meu coração, algo sobre o maior Terremoto do Chile, acontecido dia 27 de Fevereiro de 2010.

Sua igreja se chama "Puerta del Cielo" (Porta do Céu), o templo caiu completamente naquela madrugada, ficando apenas um pequeno canto em pé, como podem ver nas imagens. Todos os tijolos ficaram espalhados pelo chão, como se por ali tivesse passado um tanque de guerra, destruindo tudo.

Resquícios da antiga estrutura abalada pelo terremoto.
Estava no Brasil na ocasião do terremoto, imediatamente comecei a procurar fotos dos 110 templos evangélicos que caíram no Chile, mas não encontrei na época, mas na terça-feira dia 14 de Julho de 2015 tive o privilégio de pregar nesta igreja, Porta do Céu, que agora está totalmente restaurada, claro que o novo Templo não foi levantado de alvenaria como o primeiro, mas totalmente de madeira que é mais resistente a qualquer terremoto, pois a terra pode se mover, que tudo volta ao lugar.

Foi muito lindo ouvir o Pr. Roberto Ferreira narrando os Milagres de Deus para poder levantar um novo templo em meio aos escombros do templo caído. Penso que as Igrejas brasileiras deveriam ter participado da restauração dos templos que caíram no Chile, enviando recursos econômicos e recursos humanos. Seria uma excelente oportunidade de estender as mãos ao Chile, que muitas vezes já foi castigado com Terremotos e Tsunamis, mas isso não aconteceu. Algumas igrejas até fizeram Ofertas para as Igrejas chilenas, mas acabaram gastando o dinheiro no Brasil mesmo.

Encontrei a Igreja Porta do Céu, cheia de gente alegre, glorificando ao Senhor,  apesar de que estava fazendo apenas 0 grau, muito frio fisicamente falando, mas com muito calor humano. Cantaram-se vários louvores com a letra projetada pelo data-show inclusive cantaram aquela canção de Aline Barros, "Remove a minha pedra".

A minha pregação esteve baseada em Apocalipses 10, onde falei daquele anjo forte com um livrinho na mão e que foi dado a João para comer. Tal experiência de comer a Palavra era doce na sua boca, mas amarga no seu ventre amargo. Dei ênfases a outros personagens que comeram: Jeremias e Ezequiel comeram também o livro. Elias comeu aquele pão que deu energia para caminhar 40 dias. Ismael tomou água de uma fonte viva. Os vencedores comerão do Maná escondido e da árvore da vida, conforme Apocalipse 2.7 e 17.

Igreja já com o telhado construído.
A igreja chilena tem esta virtude, eles se levantam do meio do caos, juntam dinheiro vendendo "Empanadas", "Sopaipillas". As irmãs fazem comida para os homens que fazem mutirões nos finais de semana, e os irmãos se unem para construir. No Brasil, como as Igrejas tem bastante recursos, pagam construtoras, aqui no Chile é feito pela mão de obra caseira, irmãos que são profissionais doam seu tempo para construir a casa do Senhor, e todos trabalham com muita alegria.

Esta Igreja "Puerta del Cielo" é um exemplo de união e de força. A história que o pastor Roberto Ferreira me contou foi muito parecida com o povo de Israel nos dias de Esdras, quando Deus despertou o espírito de Ciro e do povo de Deus para reconstruir o Templo de Jerusalém que estava destruído.  "Então os líderes das famílias de Judá e de Benjamim, como também os sacerdotes e os levitas, todos aqueles cujo coração Deus despertou, dispuseram-se a ir para Jerusalém e a construir o templo do Senhor". Esdras 1.3

Estejamos orando pelas Igrejas chilenas para que sejam guardadas nos momentos de catástrofes, pois de vez em quando Chile é fortemente atingido por terremoto, maremoto, avalanches de neve que descem surprecivamente da Cordilheira dos Andes levando tudo pela frente.

O pastor Teófilo Karkle é Missionário, Pastor, Escritor, Jornalista e Guia de Turismo e escreve para o Pátio Gospel contando sobre sua experiência com missões no Chile. 

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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Diário a Bordo: Chile sobra dinheiro, mas carece de valor

Por: Pastor Teófilo Karkle


A partir deste Artigo dou por inaugurado o Diário a Bordo de Missões aqui no Pátio Gospel. Estou escrevendo desde Santiago do Chile, este país único na sua formação geográfica e cartográfica. Que seja um espaço agradável para nossos leitores ficarem sabendo do que passa aqui do outro extremo na America do Sul. Nesta região, seus 4.300 km de extensão caberiam o território do Chile 11 vezes dentro do Brasil.

Na imagem estou sentado numa bicicleta especial do banco Itaú, em frente ao maior edifício da America do Sul, chamado de "Costanera Center" com seus 62 andares e 300 m de altura. Nesta quantidade de Bicicletas paradas com um dispensador eletrônico, se libera uma bicicleta destas para passear nas ruas próximas deste centro nevrálgico do Chile. As bicicletas estão a céu aberto, tomando sol, contaminação atmosférica, pois bem poucas pessoas fazem uso desta tecnologia. A sensação que tive é que esta sobrando dinheiro no Chile, mas carecendo de valores espirituais.

O dinheiro é a solução de todas as coisas, maiormente no Mundo Missionário, lembro que de 2011 a 2013 me movia juntamente com a minha esposa Miss. Ivone Karkle, em duas bicicletas adquiridas com muito sacrifício, pois as Igrejas enviam Missionários, mas enviam com as mãos vazias. Nós não recebemos microfone, caixa de som, púlpito, cadeiras, letreiro, nem uma bicicleta, cada Missionário carrega isso no seu sonho e vai enjambrando até conseguir para a sua Igreja, para ela ficar com cara de Igreja.

As pessoas que não estão em Missões não tem ideia do que os Missionários são capazes de fazer com seus próprios esforços, não fazem conta de tudo o que o Missionário precisa para poder fazer a Obra de Deus a nós encomendada. Às vezes chegamos a gritar por causa das necessidades mais ninguém nos ouve. Dentro do livro mais triste da Bíblia chamado Lamentações de Jeremias, encontrei 13 versículos Missionários de altíssimo valor. A palavra que se repete nos treze versículos é "Ninguém", coloco um aqui para nós: Lamentações 4.4 "De tanta sede, a língua dos bebês gruda no céu da boca; as crianças imploram pelo pão, mas ninguém as atende". Este texto é muito forte, olha, não ter ninguém para atender as crianças com sede e com fome. Isso não te incomoda?

Há 25 anos quando cheguei ao Chile pela primeira vez eu não conhecia estes treze versículos de Lamentações, mas hoje eu estou aqui no Chile como Missionário para dizer que tem alguém sim para socorrer aos necessitados. Você pode mudar esta palavra "Ninguém" pelo seu nome, para ver como fica, e para ver o que o Espirito Santo vai falar ao seu coração. Veja se não está sobrando coisas na sua Igreja. Quantos obreiros estão sentados nos púlpitos? Veja também quantos instrumentos musicais tem na sua Igreja? De uma olhadinha no estacionamento, veja quantos carros fazem parte do parque automobilístico dos irmãos? Veja quantas congregações desnecessárias estão a poucas quadras do templo central? Pois é, está chovendo sobre o molhado. As "Pedras Vivas" estão saindo faíscas, atritos em obreiros para pegar uma vaga, para pegar o microfone na mão. Enquanto isso Missões ainda se continua fazendo com a minoria em todo sentido da palavra, poucos recursos humanos, pouco recursos econômicos, poucas pessoas ajudando.

Se você chegou até aqui, se você frequenta este Pátio Gospel é porque Deus tem um propósito como você, ele está precisando de você para que apoie aqueles que estão alem das fronteiras fazendo a Obra Missionária. Vamos fazer o tema Missões um assunto gostoso aqui no Pátio Gospel? Vamos juntos curtir, deixar comentários, vamos ajudar esta obra, vamos mudar a cara dela?

Em breve vamos mostrar a outra realidade do Chile, onde não sobra dinheiro, mas tem muita gente de valor, transformada pelo poder do Evangelho.

O pastor Teófilo Karkle é Missionário, Escritor e Jornalista e escreve para o Pátio Gospel contando sobre sua experiência com missões no Chile.

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Rodas de Conversas
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